Madrinha da solenidade: Maria Antonia Borges (avó) EVENTO NO DIA 21 DE MAIO DE 2011, COLOCAÇÃO DA BOINA NO CPOR |
Ele participou da Segunda Guerra Mundial no ano de 1944 e 1945, na Itália.
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domingo, 1 de janeiro de 2012
Colocação da Boina de Mateus
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Textos sobre a Segunda Guerra Mundial
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| Pelotão da FEB (Força Expedicionária Brasileira) em Camaiore, na Toscana (Itália); cidade foi a primeira a ser conquistada pelos brasileiros em 1944 |
Pracinhas foram à 2ª Guerra sem preparo
Livro mostra que brasileiros que lutaram na Itália mal sabiam usar armas que recebiam do exército americano Para os americanos, deficiências causavam baixas desnecessárias a forças aliadas durante confrontos na 2ª guerra
RICARDO MIOTO
"Não precisa! Os meus meninos tomam aquela merda no grito!"
A frase é atribuída ao general Zenóbio da Costa, um dos comandantes da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra, sobre a necessidade de mais treinamento e planejamento para ir lutar contra os alemães.
A posição ajuda a explicar a falta de preparo dos brasileiros que foram lutar na Itália, conforme novas pesquisas estão revelando.
Elas mostram que os pracinhas mal sabiam usar as armas que recebiam do exército americano. Deixam claro, ainda, que os aliados chegaram a ficar preocupados com a pouca experiência dos colegas que chegavam para lutar na guerra.
"No Brasil, achava-se que uma semana no mato equivalia a treinamento de combate. Muitos acreditavam que a fanfarronice encenada em campanhas nas coxilhas ou nos tiroteios contra estudantes paulistas destreinados bastasse para enfrentar o Exército alemão", diz o historiador Cesar Campiani Maximiano, da PUC-SP.
Ele está lançando o livro "Barbudos, Sujos e Fatigados", pela Editoria Grua. Maximiano entrevistou 98 veteranos num período de 20 anos e levantou documentos históricos em arquivos civis e militares no Brasil e nos Estados Unidos.
Um desses documentos mostra que, em 1945, os americanos reclamavam que as deficiências de treinamento dos brasileiros causavam baixas desnecessárias às forças aliadas.
A motivação da bronca tinha sido um erro pueril cometido em 12 de dezembro de 1944 por um grupo de combate da FEB. Os brasileiros invadiram uma casa cheia de alemães, matando todos os inimigos.
Partiram, no entanto, sem inspecionar o porão. Um único soldado alemão ficara escondido por lá. Após a "lamentável negligência", ele, sozinho, metralhou 17 brasileiros pelas costas, matando todos eles.
FALTA DE MOTIVAÇÃO
Outros relatos dão conta de combatentes brasileiros brincando com minas antitanque em pleno acampamento militar, tentando descobrir o que era aquilo por sorte, ninguém se feriu.
Apesar desses casos, a tutela americana funcionou: os brasileiros acabaram tendo sucesso na maioria das 445 missões na Itália que executaram entre 1944 e 1945, fazendo mais de 20 mil prisioneiros inimigos.
Mas, talvez tanto quanto o seu treinamento militar, as motivações de muitos dos brasileiros para ir à guerra não eram muito fortes.
O veterano paulista Américo Vicentini, por exemplo, relatou ter ido para a guerra porque via nela uma chance de ir embora de Mato Grosso, sede do quartel para onde tinha sido transferido.
"Era um calor tremendo, de noite ficava mais quente do que de dia. Além disso, tinha tanta mosca que não tinha jeito de dormir. Aí pediram voluntários para ir para a Itália. Eu me apresentei. Aliás, todos os paulistas lá do quartel se apresentaram."
Um médico do Exército estimou que metade dos soldados não sabia dizer por que o Brasil estava em guerra.
A falta de motivação, no entanto, tinha outros motivos. Os pracinhas encontraram vários problemas ao chegar na Itália, como o frio, a comida ruim e, principalmente, as péssimas condições de higiene, em especial no front.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Links do Museu da FEB
Clique no link e conheça um pouco da história deste Museu, em São Gabriel - RS.
Clique para conhecer algumas imagens históricas da FEB
Associação Nacional dos Veteranos da FEB de Porto Alegre-RS
sexta-feira, 4 de março de 2011
VOZES DE HERÓIS
19 de dezembro de 2010. | N° 984 - NO CAMPO DE GUERRA - ClicRBS
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Barbudos, Sujos e Fatigados - Soldados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial |
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| A Força Expedicionária Brasileira em luta pela conquista do Monte Castelo, na Itália, durante a II Guerra Mundial, na participação do país contra a investida das forças nazistas |
Os depoimentos dos pracinhas projetam um quadro bem realista de vários aspectos da guerra: o recrutamento, a preparação, a vida nas trincheiras, os embates com os alemães, a alimentação, a bravura, o medo, a saudade da família e a experiência cotidiana da morte: “As narrativas e textos produzidos por veteranos da FEB caracterizam-se pela honestidade e modéstia ao se pronunciarem sobre a campanha”, escreve Cesar Campiani. A seguir, depoimentos de alguns pracinhas e oficiais brasileiros, que compõem um impressionante painel da vida no front de guerra na Itália, na luta de resistência contra a investida nazista.
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Depoimentos
Depoimentos
"De repente, percebi
como pode um soldado
sentir-se solitário na
sua trincheira, solidão
no meio de muitas
outras. Todos também
deviam sentir aquele
vazio, aquele terrível
vazio de estar vivendo
um pesadelo. Tudo fica
irreal e inconcebível.
São pensamentos bem
amargos; alguns, se
melhor examinados,
talvez não tivessem
razão de ser, mas
parecia-me tudo
desculpável. Eu
estava vendo, como
milhares de pracinhas,
o mundo através de
uma trincheira. E uma
trincheira tem mais
de amargo do que de
heroico. (...) A guerra
nada tem de heroico.
É triste, e a trincheira
é um dos piores
lugares da terra."
JOAQUIM XAVIER DA SILVEIRA, ex-combatente
"Patrulhas e mais
patrulhas deveriam
manter a atividade
da frente e a cada
patrulha o homem
morria e ressuscitava
a cada retorno.
Atravessar um terreno
supostamente minado
é o mesmo que
atravessá-lo minado:
um calafrio percorre
a espinha, e um suor,
mais frio do que os
outros, escorre pela
testa; a garganta se
resseca e vem um
gosto amargo na
boca. A tudo isso
hamávamos de ‘paúra’."
VICENTE PEDROSO DA CRUZ, ex-combatente da FEB na Itália
"Quando em ação
na linha da frente,
lembro-me de ter
tomado no máximo
oito ou nove banhos de
setembro de 1944 até
março de 1945. Banhos
em rio, no capacete ou
em bacia de rosto dos
talianos (...). Aliás,
a falta de limpeza
torna-se hábito, e
a sujeira, depois de
um certo tempo,
parece não sujar mais."
TENENTE CAMPELO DE SOUZA, ex-combatente
"A pior coisa da guerra
é ‘eu não te conheço,
você não me fez mal, e
eu tenho que te matar,
senão você me mata’.
Pra falar a verdade,
eu sentia dó dos
prisioneiros. Quando
o cara era prisioneiro,
para mim ele deixava
de ser inimigo."
ATTILIO CAMPERONI, ex-combatente da FEB na Itália
"Quando você ficava
muito tempo na
trincheira, se tirasse a
luva, os dedos gelavam
e endureciam, então
você precisava ficar
esfregando as mãos
para poder enfiar
o dedo no gatilho."
SANTOS TORRES, ex-combatente
quinta-feira, 3 de março de 2011
Participação de Eventos
quarta-feira, 2 de março de 2011
Cartões postais e enviados da Itália
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